Acendedor de lampiões, uma profissão que já existiu


Hoje vou falar sobre uma profissão difícil de acreditar que já existiu no mundo, o acendedor de lampiões. Além de ter achado poético, escolhi este tema para levantar a questão das profissões extintas ou em extinção, do medo que temos em perder o nosso lugar ao sol, aquele ofício que aprendemos e nos preparamos por muito tempo para exercer.

“Lá vem o acendedor de lampiões da rua! Parodiar o sol e associar-se à lua”, Foi dessa forma que o poeta Jorge de Lima reconheceu a importância desse profissional que, desde o século XIX, diariamente acendia a chama das luminárias para iluminar as noites das cidades.

Antes do surgimento da energia elétrica, a luz das ruas públicas vinha dos lampiões. Os acendedores começavam o seu trabalho no final de tarde, com uma vara especial que tinha uma esponja na ponta. Quando o sol nascia, eles apagavam cada lamparina da cidade, limpando os vidros e reabastecendo as lâmpadas. Já imaginou uma cena dessa?


Na Europa, o acendedor de lampião ganhava um salário e era valorizado pela sociedade, mas, no Brasil, esse serviço era realizado geralmente por escravos, que cumpriam ordens de algum poderoso da cidade (só os grandes centros urbanos tinham essa regalia).


Voltando aos dias atuais, vivemos uma quebra de paradigmas em relação a algumas profissões que, até pouco tempo, achávamos que seriam eternas. E ficamos indignados quando nos alertam que é provável que a nossa profissão não existirá mais no futuro próximo.

Não deveríamos temer a extinção das profissões ou dos ofícios, como costumavam falar antigamente. Não nascemos com um carimbo que define com o que, onde e como vamos trabalhar durante a vida inteira. Muita gente ainda busca essa “estabilidade”, só porque ainda não pensaram que a maior estabilidade que pode existir é saber qual é o seu PORQUÊ.

É ele que preenche o vazio que a estabilidade de um emprego para a vida toda ou qualquer emprego pode gerar. É ele que te dá a liberdade de escolher e mudar, quando for conveniente, o seu O QUE e o seu COMO.

Essa quebra de paradigmas vem do Círculo Dourado (Golden Circle) do livro “Comece pelo porquê” de Simon Sinek. Depois de ler este livro, senti um enorme alívio e me identifiquei com a teoria de que, se você sabe o seu PORQUÊ ou propósito, pode se permitir mudar o que você faz e a forma com que exerce o seu porquê.

No meu caso, sabendo que o que me move é ajudar as pessoas a comunicarem o melhor de si mesmas (o meu PORQUÊ), eu posso hoje escrever artigos, posts e E-books, mas amanhã posso ajudá-las a escrever seus próprios livros (O QUE), através de consultorias ou palestras (COMO). Entende a importância dessa liberdade?

Eu sei, não fomos criados assim. A maioria das pessoas foi criada para buscar a segurança de um emprego para a vida toda, de preferência com estabilidade garantida. Mas eu precisava provocar essa reflexão, precisava compartilhar dessa sensação de paz comigo mesma.

Inspirada nessa teoria, me propus a escrever o meu PORQUÊ e foi uma experiência linda! Acabei escrevendo um manifesto de uma página inteira e me emocionei ao ler em voz alta. Em breve, vou apresentar ele aqui.


Essa profissão que eu trouxe neste artigo e que não existe mais é apenas uma das várias extintas ao longo da história. Hoje estou produtora de conteúdo, mas amanhã posso estar escritora de livros ou palestrante, não importa. O que importa é saber o motivo pelo qual você está fazendo determinada tarefa, o que te move a levantar da cama todos os dias com vontade.


Faz sentido pra você?


 (51) 99240.1288

cinthiadallavalle

Copyright© 2017