O que um (bom) conteúdo tem


Muito se fala na necessidade de se criar conteúdo, mas muita gente ainda tem dúvidas quanto ao conteúdo do conteúdo. Isso mesmo, o que, afinal, um conteúdo deve ter para ser considerado de qualidade e relevante?


Vejo muita gente preocupada em existir na Internet, buscando quem crie seus posts semanais, acreditando ser essa a solução dos seus problemas. Não quero ser estraga prazeres, mas não é por aí que se começa a pensar em conteúdo.


Os posts são só uma parte da comunicação, me atrevo a dizer que são apenas uma consequência de um conteúdo macro. O ideal é, antes de tudo, criar uma estratégia de conteúdo, respeitando a persona (público), os objetivos e o porquê da marca.


Depois se cria os artigos, com um conteúdo mais completo e, seguindo a mesma linha dos artigos, se cria os posts. Na verdade, quando um artigo é bem feito, a pessoa tem a possibilidade de aproveitar o conteúdo dele para os posts, stories e até E-books.


Para ilustrar o que acabei de falar, criei um esquema bem simples que mostra o fluxo ideal de criação de conteúdo:

Agora que já falei sobre a estrutura ideal que um conteúdo de qualidade deve ter (na minha visão), vou falar sobre o conteúdo do conteúdo, ou seja, o que deve conter nele para que ele engaje e conecte com o seu público. E não, não vou falar de nenhum gatilho.


O seu público não quer somente dicas de livros, dicas de ferramentas de trabalho, dicas de produtividade. Isso tudo já virou uma “fórmula” de conteúdo que se encontra aos montes por aí. Às vezes, tenho a impressão de que todos seguem o mesmo calendário editorial.


Não quero dizer que você não possa criar esse tipo de conteúdo, mas você pode ir além, oferecer mais coisas, não mais do mesmo, mais de você mesmo, entende?

As pessoas buscam e se conectam só quando se deparam com verdades, com a vida como ela é.

Então, aí vão algumas dicas de conteúdo com verdade:


. Histórias reais, não necessariamente histórias tristes. Por exemplo, ao invés de mostrar as principais ferramentas que você usa no trabalho, conte sobre como você conseguiu colocá-las em prática na sua rotina, com todos os desafios envolvidos. Você bem sabe que colocar uma ferramenta na rotina não é tão fácil assim.


. O seu jeito de se expressar. Lembre-se que a comunicação do conteúdo não é a apresentação de uma tese, é uma conversa com outra pessoa. As pessoas não vão te reconhecer se você usar palavras e expressões que você não costuma usar na sua fala. Não precisa escrever bonito, escreva como você fala (só cuide com os erros).


. Uma pitada de humor. O humor quebra gelos, paredes e é necessário para dar um pouco de leveza aos nossos dias. A dosagem depende da identidade da sua marca e do seu público.


. O que você acredita e os seus valores. Muita gente tem medo de expor suas opiniões pelo risco de perder clientes e seguidores. Mas não se posicionar também comunica, viu? Não estou dizendo para você comprar briga na Internet, mas para você ter a coragem de se posicionar através dos seus valores, de uma forma gentil e aberta ao diálogo sempre. Quem parar de te seguir por causa disso não faz parte do seu público.


. As bandeiras que você carrega (suas causas). Assim como as suas crenças e valores, as suas bandeiras falam por você. Bandeiras se costuram a outras bandeiras e dão voz às causas. É o seu posicionamento tomando forma e moldando o seu conteúdo.


. O que você aprendeu. Aprendi recentemente que o óbvio precisa ser dito. Muita gente se boicota afirmando que o que ela sabe todo mundo já sabe, por isso, ela não teria o que dizer para os outros. Mas todo mundo tem algo a ensinar, a ajudar outras pessoas, acredite.


. O que você está aprendendo. Tenha em mente que você não sabe tudo e nunca vai saber. Então, compartilhe o que você está aprendendo, seja vulnerável e se permita trocar e aprender com os outros também.


. As suas motivações e inspirações. Poucas coisas são tão bonitas do que a inspiração, a motivação para agir. E nada melhor do que o seu exemplo e as suas experiências para fazer isso. Compartilhe as suas fontes de inspiração, frases, histórias, filmes, músicas e tudo o que te motiva e inspira na vida.


. Os seus bastidores, não só seus prêmios. As pessoas querem e precisam saber como outras pessoas estão conseguindo chegar lá (onde quer que seja esse “lá”), não só ver que elas já conquistaram. Isso pode até motivar, mas não inspira. Compartilhe o seu caminho, o seu COMO, sem esquecer do seu PORQUÊ.


Para finalizar, tenha claro quais são os seus diferenciais, o seu porquê. Comunique isso de uma forma só sua, sem seguir fórmulas e padrões. Essa liberdade vai conectar outras liberdades e criar o seu conteúdo único e de valor.


Boa sorte!

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