Hoje é mais do que o aniversário do meu filho


Mas antes que alguém me diga que isso não é assunto pra postar aqui no LinkedIn, afirmo que é e explico o porquê.

Hoje é o aniversário de 3 anos do maior desafio/ aventura/ realização da minha vida pessoal/profissional e / todas as esferas que possam existir na vida de um ser humano, pelo menos, desse ser humano aqui.

Logo eu, que só corria riscos calculados e que planejava cada passo da minha vida, embora nem sempre ela tenha respeitado o roteiro (como contei nesse artigo), aceitei um desafio desses sem estar devidamente preparada. Sim, sei que nunca ninguém está, mas ter um filho só nos mostra que jamais estamos prontos para as nossas lutas, pelo menos não como gostaríamos.


Para quem gosta de dizer que adora desafios, convido a experimentar a maternidade e a paternidade. Isso, é claro, se tiver a ver com seus objetivos de vida. Respeito muito a decisão de não ter filhos também, exatamente porque sei que não é um desafio qualquer.


Vejo muitos textos por aí que tentam colocar certos e errados na maternidade e na paternidade, regras como “Não tenha filhos”, “Tenha filhos”, “Ser uma boa mãe é”, “Ser um bom pai é”. Como textos, atingem o objetivo de chamar a atenção e dividir os leitores, ganhando likes e loves de muitos e despertando a fúria de tantos outros. Mas, como serviço à humanidade, não cumprem missão nenhuma.


Por isso, esse texto não tem o objetivo de falar sobre a maternidade/ paternidade ideal para você. O objetivo é falar que o aniversário de um filho é também o seu aniversário como mãe ou como pai. Portanto, comemore por estar crescendo junto com seu filho e aprendendo, aos poucos, a ser menos ideal e mais de verdade. Mais humano, mais sensível, mais atento. Mais seguro do seu jeito de ser pai ou mãe.


É o aniversário também dos sentimentos e capacidades que te acompanham nessa jornada, como a culpa, a resiliência, o amor incondicional, os extremos, a culpa, o carinho, a preocupação constante, a culpa, o eterno aprendizado, a capacidade de lidar com imprevistos (esse pra mim está sendo o maior desafio de todos) e a culpa. Comemore por lidar com todos esses altos e baixos também, afinal, se isso não for aprendizado, não sei o que mais poderia ser.

Então, hoje eu dou os Parabéns ao meu filho e a todos os pais que, assim como eu, estão aprendendo, a duras penas, a ensinar pelo exemplo, a se curar para não machucar o outro e a buscar o equilíbrio no meio de tantas emoções, medos e imperfeições.

Para as mães, em especial, dedico toda a minha admiração, porque esse equilíbrio é ainda um ideal a ser conquistado, que está longe da rotina da maioria de nós. Ainda ganhamos menos porque parimos, ainda somos menos valorizadas porque damos a vida às futuras gerações que trabalharão nas empresas. Vai entender…


Para os pais, também dedico a minha admiração, porque, além de eles não terem o direito de gestar e parir, eles, no geral, convivem menos com os filhos do que as mães. Não levam ao médico, não ficam em casa quando os pequenos estão doentes, não conseguem chegar a tempo das reuniões da escola. Isso porque, se a mãe trabalha fora de casa, e é ela quem ganha menos (o que geralmente se confirma), é ela quem vai ter essa responsabilidade e, ao mesmo tempo, vantagem de ficar mais tempo com o filho.


E isso só acontece porque esses compromissos com os filhos ainda são motivos de demissões ou desvalorização profissional. Só por isso.


E mesmo assim, por que ainda temos filhos?


Um dia, uma pessoa me perguntou isso e eu não consegui uma resposta à altura dessa aventura que é a maternidade, no meu caso. Costumamos reclamar de muitas coisas dessa rotina, mas confesso que o retorno dessa DOAÇÃO TODA é mais do que poderíamos imaginar e mais do que qualquer um pode explicar.

É um carinho, é uma palavrinha, é um cheirinho, é o jeitinho. São todos esses “inhos” que completam o nosso coraçÃO de uma forma imensurável!

Feliz Aniversário meu filho! Feliz aniversário para a mãe que me tornei! Parabéns para todos os pais, todas as mães e também para todos os corajosos que precisam justificar o tempo todo a decisão de não ter filhos.


Comemoremos!

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