A vulnerabilidade é a força do conteúdo


É incrível pensar que essa palavra tão importante só foi difundida e entendida melhor recentemente, quando uma palestra da Brené Brown ficou mundialmente conhecida.


Antes disso, me parece que o conceito de vulnerabilidade era associado diretamente a fraqueza, afinal, a maioria de nós foi criada para esconder nossas fragilidades e vulnerabilidades. O que vão dizer se eu me expor? O que vão pensar se eu disser que estou insatisfeita com minha carreira? Não pegaria bem, não é?


Hoje, o significado dessa palavra ganhou a liberdade que sempre mereceu.

“A vulnerabilidade soa como verdade e sente-se como coragem. Verdade e coragem não são sempre confortáveis, mas elas nunca são fraquezas.”

Essa frase é da Brené Brown, professora e pesquisadora que estuda há duas décadas a coragem, a vulnerabilidade, a vergonha e a empatia.


Quando nos permitimos ser vulneráveis, nos aceitamos como somos e, assim, abrimos a cela da nossa prisão. Só estávamos presos porque não tínhamos ideia de que podíamos ser livres. A chave da cela sempre esteve conosco, mas não sabíamos que existia outro lugar para estar e que era possível viver de outra forma. Bonito isso, não é?


Mais lindo ainda é descobrir que podemos viver do nosso jeito, fazendo o que mais gostamos e focar no que somos bons. Recentemente, li um livro com o qual eu concordo com cada vírgula: “Descubra seus pontos fortes” de Don Clifton. O autor bate na tecla de que podemos ser muito melhores se focarmos desde a infância no que somos bons e não nos nossos pontos fracos.

“A máxima Você pode ser tudo o que quiser talvez fique mais precisa assim: Você não pode ser o que quiser, mas pode ser bem mais do que já é.”

É isso que vejo acontecer desde que decidi trabalhar somente com o que eu gosto, que é escrever conteúdo, mais especificamente, artigos para blogs e sites. Depois de cada trabalho concluído, sinto um imenso orgulho do que eu realizei e essa sensação é impagável! Já trabalhei no Marketing de algumas empresas e gostava do que eu fazia, mas essa sensação de plenitude e certeza de que eu realizava um trabalho muito bom não existia. Por isso, agora posso dizer que vivo praticamente no céu.


Isso só aconteceu porque aceitei as minhas vulnerabilidades e descobri que a chave da minha cela sempre esteve comigo, mas só vi isso depois de buscar o autoconhecimento que faltava na minha vida. Continuo buscando porque acredito que só ele liberta e ilumina o nosso caminho. Sem ele, não sabemos se estamos na direção certa e vamos caminhando a esmo, com aquele sentimento de estar perdido na vida.


Quando eu estava começando a escrever meus textos no LinkedIn, escrevi um artigo contendo vulnerabilidades explícitas intitulado Nunca é tarde para estar perdido e se reencontrar e lembro que fiquei com muito medo de publicá-lo.


O que iriam pensar de mim se descobrissem que eu já me senti totalmente perdida profissionalmente? Essa pergunta me aterrorizava e paralisava. Até que três meses depois, eu publiquei. E foi um dos artigos com mais interações que eu tive até agora! As pessoas se identificaram com a minha história e com meus pontos de fragilidade.


Por tudo isso, se permita ser vulnerável, abrindo-se para o outro, expondo suas histórias, o que você ainda não sabe, o que você aprendeu com seus erros, mostrando que você não é perfeito, mas que está sempre buscando ser melhor.


Vulnerabilidade não é estratégia, é a vida real, é o alcance orgânico que tanto buscamos nas redes sociais.


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